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31/07/16

Capítulo E SE - Natsuki Rem

e se da rem re zero




Após o episódio 18 de Re:Zero a internet se revoltou, Subaru rejeitou a Rem, que se declarou de forma graciosa, se consolidando como a best girl do ano de 2016.

ATUALIZAÇÃO: Capítulo ''Oni e Felicidade'' adicionado
ATUALIZAÇÃO: Capítulo ''Fortune Roll Rhapsody'' adicionado

Se Rem já era popular antes, agora ela não vai mais deixar de ser, mas então, hoje tivemos um ponto crucial, hoje foi a treta envolvendo o E SE, na hora em que Subaru pergunta se Rem quer fugir com ele, ela poderia falar duas coisas.

''Não vamos fugir''
''Ok, vamos fugir''

No anime ela escolheu não fugir e reanimar o Subaru
Porém e se ela tivesse falado sim? Se ela tivesse aceitado fugir com o Subaru?

Existe um capítulo especial na web novel onde mostra o que seria da vida de Subaru e Rem caso eles tivessem realmente fugido, e nós trouxemos ela aqui traduzida para vocês.

Nós só a trouxemos por ser um conteúdo que está de graça na internet para poder ler, nós não podemos passar conteúdo inteiro de obras licenciadas (porém podemos passar resumos, que são os posts de spoilers).

e se da rem re zero


Sobre a tradução: Essa é a versão 1 do capítulo, estamos trabalhando já na versão 2 ok? então qualquer erro que quem já leu em inglês possa apontar, iremos ignorar, pois já estamos trabalhando numa versão de mais qualidade da tradução, então relaxem ok?

Para erros de português, não iremos corrigir esse texto, como já estamos fazendo a versão 2, só iremos corrigir a versão 2 ok? Porém tentamos escrever tentando errar o mínimo possível


''NATSUKI REM'' 

Sob o céu radiante, Subaru fecha seus olhos sobre os raios fortes do sol

Um choro enrudescedor pode ser escutado.
A voz pertence a uma pequena garota, ela chorava fortemente com toda a força que seu corpo pequeno podia aguentar.
Vê-la expressar todo seu desconforto com a força de sua alma.
Subaru indaga como uma criança poderia ser tão energética.
E enquanto pensava aquilo, ele se estremece ao notar a falta de juventude em seus pensamentos

''Eu já tinha essa sensação antes, mas é bem depressivo perceber isso, eu ainda não sou um super jovem?''

Enquanto mexia suas mãos dramaticamente, Subaru é bombardeado por uma linguagem vulgar. Usando de palavrões, ele vira para o lado. Um jovem garoto estava atrás dele, seus olhos se encontrando com os de Subaru, ignorando o olho silencioso de Subaru, ele continua:

''Super jovem minha bunda, Tente se olhar de forma mais objetiva''

''Não, eu não posso ir mais, depois dessa observação cruel meu inocente coração está despedaçado, eu vou voltar a minha infância e chorar ao lado de Spica. Por favor perdoe seu pai inútil''

''Quem vai perdoar um homem adulto agindo assim durante o dia?''

O menina fala alto e com mau humor diante da atitude infantil do Subaru, e ele grita com o bebê em seus braços, que faz ela voltar a chorar.

''WAAAAAAAAAAUUUUUUUUUU!!!!!!''

''Uau ela está chorando, Spica está chorando de novo, Rigel, faça algo sobre isso''

Em uma rua lotada da cidade, dois homens passam a responsabilidade de cuidar do bebê, fazendo as pessoas que passam prestarem atenção naquela comoção toda, só para ver o que estava acontecendo e ignorar depois pensando ''ah, e só a mesma coisa de sempre''.

Como resultado, o bebê continuava a chorar e os dois homens sem fazer nada.

''Essa criança está chorando tão forte com sua alma e ninguém vem aqui para nos ajudar, mas que humanidade cruel é essa que nem uma única pessoa vem. a humanidade tem caído tanto''

''Não temos tempo para escutar seu lamento sobre a droga do mundo, Se a gente não conseguir fazer Spica parar de chorar antes dela voltar, o que acha que ela vai nos dizer?''

''Quando ela voltar, o que eles vão fazer?''

''Bem, isso é óbvio, é...''

''Rigel'' Subaru o chama, eles se juntam por um momento balançando a cabeça em acordo. Rigel se vira, ele olha, sua mandibola entre aberta, Subaru segue sua linha de visão.

''Ei, como foi com as compras?''

''Foi sem demora, parece que as coisas estavam difíceis aqui''

''Ah, a Spica estava cheia de energia hoje, uma vez que ela começar a andar e correr, eu aposto que ela vai ser do tipo que ataca os homens em seu ritmo insano, isso me faz ficar nervoso e animado''

Enquanto Subaru falava casualmente, Spica se envolveu em seus braços, e lentamente abriu os olhos para ver a mulher que estava a sua frente, apesar de seu corpo pequeno e frágil, ela abre sua pequena mão e a extende para a mulher. Sentindo o desejo de Spica, Subaru se sente um pouco solitário.

''Bem, ignorar ela só vai fazê-la voltar a chorar, aqui, tome ela''

Apesar de seu discurso áspero, Subaru passa o bebê com um cuidado incrível, ele lida com ela como se fosse um tesouro valioso, fazendo a pequena sorrir para o rosto da mulher.

A mulher abraça o bebê em seu peito cuidadosamente

''Sim, o que um pai e irmão inúteis farão? Spica precisa crescer logo para que possa repreender vocês dois''

''Ei ei ei, não vá botando ideias assim enquanto ela não pode entender nada, ok?''

Subaru acaba imaginando sendo repreendido pelas duas, mãos na cintura, após fazer algo idiota

''Hum, mas isso não me soa tão mal, de fato, é uma visão bem feliz de futuro que eu estou tendo''

''Bem, eu não gosto disso, ser repreendido pela minha irmã vai arruinar minha dignidade''

''Ah! No momento que alguém bancar o idiota para mim, eles não terão dignidade para perder, sim, sim, eu posso ver isso... você vai adorar sua irmãzinha e vai mimar ela muito, até o ponto em que ela vai está te repreendendo e te espancando sem remorso, esse será seu futuro''

''Não jogue seus futuros doentios em mim só porque você gosta de ser repreendido e espancado! Não tem chance alguma de eu acabar assim''

Subaru balança o dedo enquanto Rigel retruca, Mas não é Subaru que é afetado pela conversa, é a mulher de cabelo azul que estava olhando os dois discutindo, com uma voz calma porém afiada, ela chama o garoto pelo nome

''Rigel, que tipo de lingaguem você tem usado em público? Isso traz lágrimas aos olhos da sua mãe''

''Mas''

''Sua mãe não gosta desse seu ''mas'' também, aliás, o que você disse à pouco é um engano''

Ela sem piedade alguma repreende Rigel, ela então vira para Spica, que finalmente se acalmou, e então sorri

''Sua mãe não espanca seu pai, seu pai sempre foi a pessoa favorita número 1 da sua mãe afinal''

Envergonhada, ela fala algo mais embaraçoso do que chorar em público.
Contra sua mãe que é tão orgulhosa de fazer tal declaração, Rigel desiste.
Subaru começa a rir de forma nervosa enquanto assista a sua mulher que alisa seu cabelo delicadamente

Como se fosse um fragmento do céu azul, o longo e bonito cabelo azul comprido de Rem balança elegantemente junto com o vento.

e se da rem re zero

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Em um distrito pequeno no país de Kararagi, em uma clareira que pode ser ou não classificada como um parque. Subaru serra madeira perto de um banco.

O menino Rigel de cabelo azul curto brincava de forma barulhenta com seus amigos, apesar dele ser frio com seu pai. Subaru pensava que em momento assim ele parecia ser um garoto fofo.

''Eu só queria poder lidar com os olhos dele, parece que ele vai matar alguém''

''Nós não podemos fazer isso. Aqueles olhos assustadores são parte de Rigel, ele está se divertindo da forma como ele é, estranhos sempre verão seus olhos e pensarão que ele está mau humorado ou que é algum tipo de delinquente, mas é assim que Rigel é''

''Eu posso te escutar. Além disso, porque sua resposta dói mais do que a minha?''

Rigel estava jogando ''Freeze Tag'' (Gelo Oni literalmente em japonês), um jogo ao qual Subaru popularizou, enquanto congelado, Rigel só podia falar. Subaru era descuidado com ele enquanto Rem era sempre muito gentil, para não pertubar Spica.

Rigel assopra e depois passa as mãos em suas bochechas, naquela momento Subaru olha para Rigel e lembre de seu álbum de infância.

''Em outras palavras, ele está com a garantia que vai acabar igual a mim. se eu fosse ele, eu definitivamente tentaria lutar contra isso... se me fosse dito aos 20 anos

''Habilidoso na cozinha e perfeito em trabalho doméstico. Apoia seu marido com todo amor e carinho. Tendo uma esposa ideal e incrível... e sobre isso que está falando?''

''Quem é esse sortudo? Ele poderia apenas explodir, pera, sou eu''

Rigel olha rapidamente para Subaru enquanto ele bate a cabeça e morde a linguá.

Rem, tentando se acalmar, começa a limpar a garganta, e olha de relance pro rosto de Subaru

''Se você continuar elogiando Rem assim, Rem pode se deixar levar... um pouco''

''Hum, eu estava realmente elogiando você agora? Tudo o que eu disse foi para rejeitar o que você falou, apesar de tudo o que você disse ser verdade.''

Subaru sabia que se ele elogiasse muito ela, ela iria se empolgar, e isso não acabaria bem. E em um lugar público, como um parque, onde haviam crianças brincando, vizinhos e pais ao redor. Uma vez que ele começasse a falar doce com Rem, ela iria provocar ele e isso seria o assunto da cidade amanhã.

Mas isso não seria tão ruim, pensou Subaru enquanto saboreava o ar quente da tarde.

Se ele fechasse os olhos, o conforto dos raios quentes do sol o faria sentir-se como se estivesse flutuando, o esgotamento de trabalhar por muito tempo, até tarde, foi como se tivessem lavado ele enquanto sua cabeça balançava.

''Hum?''

''Se você quiser, por favor pode descansar no ombro de Rem, meu colo está atualmente ocupado''

Abrindo os olhos, Subaru encontrou seu corpo descansando ao de Rem, com o passar do tempo houve uma notável diferença de altura, Rem cresceu até seu pescoço, e assim Subaru podia descansar confortavelmente a cabeça em seu ombro. ele se inclinou e viu Spica descansando pacificamente nos braços de Rem, seu cabelo escuro como os do pai, e seu rosto bonito como o da mãe. Uma existência tão querida que ignorava o mundo inteiro ao seu redor.

''Grrr Spica, mesmo sendo minha filha, como se atreve a roubar meu precioso santuário de mim, vou te encher de cócegas mais tarde''

''Querido, por favor espere até de noite para monopolizar os meus peitos''

''Ei, vamos ter cuidado com as coisas que a gente fala em público durante o dia ok?''

O comentário de Rem causou um certo pânico em Subaru, mas quando ele olhou para o rosto dela, viu que ela estava bem vermelha de vergonha.

''Minha esposa é muito fofa''

''Isso é porque ela é amada todo dia pelo seu marido''

Enquanto Subaru dava em cima de Rem e Rem retribuia, eles se olham e sorriem um para o outro. Eventualmente os dois ficam envergonhados e Subaru nervosamente treme a bochecha.

''Então eu vou aceitar sua oferta'' diz ele enquanto descansa sua cabeça no ombro de Rem

A sensação do vento batendo no cabelo azul de Rem contra sua bochecha era muito boa pra Subaru. seu perfume flutuava sobre seu nariz enquanto batia em sua bochecha.

''Querido, isso faz cócegas''

''Oh, desculpe, eu acho que me deixei levar porque tava muito gostosinho, eu vou aprender com Spica e me acalmar. Eu to me deixando levar como Rigel. Nossa, Rigel é um bom garoto''

''Eu posso te ouvir pai estúpido! Pare de me provocar todo o tempo!''

''Rigel, sua irmã esta dormindo no momento, mantenha sua voz baixa''

''MASQUEDROGA!''

O Rigel congelado gritava como um delinquente, mas ninguém em sua familia respondia. Para adicionar insulto à injúria, ninguém estava indo descongelador ele, naquele momento, Rigel estava sendo completamente provocado.

Enquanto a personalidade, linguagem e ações de Rigel eram parecidas com a sua, Subaru ficava feliz que nenhum dos outros garotos maltratavam ele. Mas ao mesmo tempo não parecia que as outras crianças aceitavam ele também, fazendo assim o futuro de Rigel não ser tão brilhante.

''Nós temos que tomar cuidado pra Spica não ficar dessa forma, Mesmo que Rigel seja desse jeito, você tem a aparência da sua mãe, isso vará seu futuro ser brilhante. O que eu tenho que rezar é para que você não fique com um homem inútil como eu''

''Não existe nenhuma pessoa aqui que substitua você, Meu marido é o único homem para mim no mundo''

Rindo gentilmente pela fala amorosa de sua esposa, um confortável silêncio cai sobre eles. Uma brisa suave caia sobre ele enquanto Subaru apreciava o calor do corpo de Rem, eventualmente ele acabou dormindo.

Ultimamente, a fadiga do trabalho palpitante caiu sobre seu corpo. Enquanto ele lembrava dos dias felizes que passava com sua família, banhando-se da luz do sol e vendo seu filho ser provocado pelos amigos. e encostado em sua esposa. ele cai sobre um cochilo
''Que momento feliz'' ele pensou

''Subaku-kun''

Ouvindo seu nome ele abre os olhos, ao se dirigir na direção da voz, ele vê Rem olhando para ele. Ele se vê nos olhos claros dela enquanto seus lábios se aproximam

'''....meu nome''

''.....'''

''Já tem um tempo, atualmente era só ''querido'' ou ''seu pai''

Olhando para Rem, Subaru se acalma, mesmo assim Rem leva seu lábios ao dele mais uma vez.
A atitude dela o lembra de vários anos atrás, a forma como ela ficou enquanto eles fugiam, enquanto ela pensava que ele não havia notado, ele sabia mais sobre ela do que ela pensava

Fechando seus olhos, Subaru sente o vento passando sobre ele
Hoje sair para as compras foi ideia de Rem. Subaru tinha uma ideia do porque Rem havia saído para as compras, apesar de tudo

''Hoje fazem oito anos desde aquele dia''

''Então você se lembra...''

''É claro, para mim... não, para nós dois, foi um grande acontecimento
Não tem como eu esquecer
-- não tem como eu esquecer''

O dia que ele perdeu contra o destino. O dia que ele jogou tudo fora, o dia em que ele fugiu de tudo. o dia em que ele jogou tudo fora, mas que ele não conseguiu desistir de uma única pessoa.

A decisão daquele dia, e o amor daquela garota -- São por causa daquelas coisas que hoje Subaru vive assim

''Subaru-kun, você...''

A forma familiar de chamar ele, da qual ela parou de usar após os dois fugirem para Kararagi. Para provar a ligação entre marido e esposa entre eles e aqueles em volta... e também para construir algo diferente do que eles tinham no passado que fugiram.
Até hoje, Subaru não foi perguntando sobre a razão, e nem Rem disse a ele.
Junto das várias coisas que eles deixaram para trás, essa forma dela chamar ele foi uma, com uma expressão preocupada e um mix de emoções, ela pergunta

''Você se arrepende?''

''Arrepender?''

''Sim, de fugir, de desistir, de jogar tudo fora, de escolhe...''

''Se você vai falar algo sobre escolher você, eu vou ficar irritado, eu vou levar Rigel e Spica para casa imediatamente, na verdade, esquece Rigel, ele pode ficar aqui mesmo''

De longe, Subaru vê Rigel fazer uma expressão azeda , mas o rosto de Subaru fala para Rigel
''Estamos tanto uma conversa importante agora'', ele se vira para Rem e continua

''Você sabe, é meio tarde agora, e honestamente, eu já devo ter dito isso a você mil vezes, muitas vezes, milhões de vezes, então eu não sei se disse muito''

''Sim?''

''Eu amo você mais do que qualquer um nesse mundo, você é a única para mim, e eu sou o único pra você, e você é definitivamente não é o tipo de mulher que um cara como eu possa ter desistindo e me comprometendo.''

Subaru se aproxima de Rem e gentilmente aproxima sua testa, Rem segura sua testa enquanto Subaru se aproxima de seu rosto

''Assim como eu prometi naquele dia, tudo que eu tenho é seu, Eu vou servir você, eu vou me devotar a você, eu vou viver por você -- e agora, eu vou viver pelos nossos filhos também''

Com seus lábios se aproximando, Rem fecha seus olhos, e os dois se beijam, o rosto de Subaru fica perto suficiente para sentir a respiração de Rem. E com um sorriso malicioso que não muda com o tempo, ele fala

''Então isso te acalma?''

''.... Rem pede desculpas, Rem e sempre tão ansiosa. Por conta que Rem sempre fica tão mais tão apaixonada por Subaru-kun, toda vez que eu acho que não posso ser mais feliz, Subaru-kun sempre faz algo pra deixar Rem mais feliz, Rem é muito feliz, e eu amo Subaru-kun muito, é por isso que Rem é ansiosa''

Com lágrimas nos olhos e com o corpo tremendo de tão nervosa que ela está de admitir o quão feliz ela está. Balançando sua cabeça ela descansa sua testa contra a dele, enquanto eles compartilham o calor corporal

''Mesmo que eu possa te tocar agora, eu sempre tive medo de te perder''

''Não se preocupe, eu não vou deixar você ir, e eu não vou a lugar algum, enquanto eu tiver seu amor, não há nenhum outro lugar que eu queira ir''

''Rem nunca irá parar de amar Subaru-kun''

''Bom, então vamos sempre ficar junto, eu te amo Rem''

Enquanto a cabeça de Rem está cheia de pensamentos e emoções. Subaru a beija novamente. Seu lábios roçando nos dentes enquanto ele a empurra ainda mais, suas linguás se entrelaçando enquanto sentem a sensação de suas salivas quentes. Eles param um pouco enquanto Rem recupera o folego
Enquanto Subaru aponta seu dedo para cima e continua

''Aliás, não fale sobre isso como se fosse algum tipo de compromisso, isso pode significar que Rigel e Spica não nasceram do nosso amor, mas de nossa simpatia. Spica é a cristalização de nosso amor que foi plantado por anos, e Rigel é o resultado de nossa paixão juvenil''

''... Realmente foi difícil quando Rigel nasceu''

Na frente de Subaru que a estava segurando pelo ombro, Rem afetuosamente sorriu. No fundo de seu passado, Rem acenou seu dedo ao trazer lembranças

''Depois de virmos a Kararagi e achar trabalho, nós supostamente deveríamos ter dado um tempo de organizar nossas coisas e tocar nossa vida''

''Ei, nós éramos jovens, faltou paciência''

''Mesmo depois que você voltava exausto do trabalho, após chegar em casa você sempre ficava bem animado antes de ir dormir''

''Ei, você sabe, nós éramos jovens, tínhamos muita energia, então-''

''Depois de seu emprego ser oficializado, Rem engravidou pouco tempo depois. Ao mesmo tempo que sua face praticamente se tornou azul''

''É difícil admitir os erros cometidos na primavera da juventude...''

Em resposta as acusações de Rem, Subaru podia apenas observar enquanto murmurava. A distância, Rigel, que desde seu nascimento vinha sendo tratado como um erro, mostrou uma feição triste, mas rapidamente percebeu a atmosfera da situação e se acalmou sem sequer dizer uma palavra. Realmente é uma criança, Subaru pensou.

Subaru não se deu conta do crescimento constante do filho. Ao lado dele, Rem olhava sua criança com uma face de tristeza, e com um breve suspiro, continuou.

''Mas enquanto Rem estava grávida de Rigel, Rem estava muito, muito feliz''

''Claro, eu estava feliz também. Quando descobri, meu nariz começou a escorrer e fiquei um pouco estressado. Depois, para garantir que aquilo não se tratava de um sonho, pedi para que você me socasse e inesperadamente isso se tornou um imenso banho de sangue''

Isso pode ter acontecido pelo fato de Rem estar muito emocional naquela hora, mas ela usou toda sua força no golpe, fazendo com que ele batesse em uma pedra que rachou com o impacto. Se ela não tivesse inconscientemente se segurado, provavelmente Subaru teria morrido.

Deixando essas memórias de lado, Subaru pode se lembrar de quando Rem o avisou de sua gravidez. Ele também reviveu o frio na barriga causado pela expectativa de ser pai.

Entretanto, Rem balançou a cabeça enquanto ouvia a resposta de Subaru. Ele não pode entender o motivo daquele gesto, então apenas balançou uma cabeça junto a ela.

''A Razão pela qual Rem estava feliz era diferente da razão pela qual Subaru igualmente estava. A razão dela era que agora... agora Rem não precisava mais se preocupar em perder seu marido.''

''.....''

''Para Rem, Rigel é um laço definitivo entre Rem e Subaru-kun. Parece errado de certa maneira, mas, quando tivemos nosso primeiro filho, foi também uma ligação entre nós que sempre existirá... É por isso que Rem estava tão feliz.''

Talvez Rem sempre tenha lutado com essa ansiedade. Depois de deixar para trás tudo o que amava, apenas os dois escaparam para uma nova terra. Com ninguém e nada a que se agarrar além deles mesmos, Rem sempre lutou com o medo de que ela um dia iria perder Subaru também.

Sua baixa autoestima se provaria uma boa companhia para a de Subaru. Para Rem, que cobrava muito de si mesma, a sua vida com Subaru era tanto feliz quanto excitante. Era o nascimento de uma nova vida entre os dois que daria um fim aqueles tempos de inquietude.
''Foi difícil para você acreditar?''

''Não. Rem acredita em Subaru mais que em qualquer outra pessoa no mundo.''

''Não é isso. Eu não perguntei se você acreditou em mim... Eu estava perguntando se você teve dificuldade em acreditar em si mesma.''

Ao ouvir a resposta da Subaru, Rem suspira e acena com a cabeça. Para Rem, a existência de Subaru era tão grande. Que no entanto, por olhar para si mesma tão rigorosamente, temia que sua própria existência fosse apenas uma insignificante sombra ao lado dele.

Mas de certa forma, Subaru também sentia o mesmo. Ele sempre imaginou que, quando comparado a si mesmo, Rem era muito maravilhosa como uma menina para ele.

É tão estranho eu não posso deixar de rir, Subaru pensou enquanto seu rosto relaxava em um sorriso bobo. Rem vê isso e incha as bochechas.

''Deixa pra lá. Rem estava sendo burra. Não pode-se evitar que riam dela.''

''Não, não, não é isso. Eu só estava pensando que você e eu somos realmente muito parecidos. E então eu pensei que minha esposa é definitivamente o ser mais fofo do mundo.''

Despreparada para o ataque surpresa de Subaru, Rem congela, surpresa por um momento, e então sua face instantaneamente fica vermelha. Observando-a reagir a isso, eu realmente tenho a sensação que eu a amo, pensou Subaru. Mais do que qualquer outra pessoa do mundo, eu amo Rem. Eu amo ela. Eu podia gritar isso aos sete ventos. Na verdade, ele às vezes o faz. Pela vizinhança, eles são conhecidos por serem um casal incrivelmente amoroso.

''Rigel, Spica''

''Hm?''

Rem parece chamar carinhosamente nomes de seus filhos. Mas ela balança a cabeça para dizer ''Não''. Ela olha para Subaru e diz:

''Ambos têm nome de estrelas, certo? Do lugar que Subaru-kun veio, foi assim que você os chamou.''

''Sim, o meu pai era basicamente um louco, o tipo de ser humano triste muito difícil de ler, mas eu pensei que a sua ideia de me dar o nome de uma estrela era bom. Eu realmente gosto dele, meu nome. "Subaru" é também o nome de uma estrela de lá.''

Na escola primária, houve uma trabalho para investigar as origens do nome das crianças, e foi então que Subaru soube da história de seu nome. Quando ele soube que seu nome era mesmo de uma das estrelas brilhantes do céu noturno, não pôde conter a emoção. Desde então, enquanto ele não conseguia se interessar em outras coisas além de gráficos de astronomia em seu tempo livre. Ele sabia os nomes de estrelas de cor, e se a oportunidade para nomear algo surgia, era óbvia a escolha que ele faria.

''Eu sempre usei os nomes de estrelas. Com coisas como nomes de usuários na internet. Num certo sentido, estes não são nomes BRILHANTES !?''

''Rem não sabe o que Subaru está falando, mas usar os nomes de estrelas soa bonito. Quando o terceiro bebê vier vamos fazer exatamente isso.''
''Não é um pouco cedo para falar sobre um terceiro? Quer dizer, não é Spica ainda um bebê?''

''Além da alimentação, podemos deixar tudo para Rigel. Por que você acha que Rem disse para esperar até Rigel ficar maior antes de ter o nosso próximo filho?''

''Você sabe, geralmente eu sou o que pega no pé dele, mas você não acha que isso é demais para ele!?''
Ponderando o abuso verbal que diariamente seu filho sofre, Subaru levanta-se e limpa suas roupas. Enquanto Rem olha para ele, ele casualmente espreguiça suas costas e balança seus quadris.

''Eu acho que é hora de ir pra casa e arrumar os mantimentos. Mas, há muitos olhares por aqui a flertar com meu coração''
''Sim. Agora Rem está com humor para flertar com toda sua força e paixão.''
''Gostaria de saber se a minha libido será capaz de manter-se contra a resistência de um demônio...''

Resmungando para si mesmo timidamente, Subaru estende a mão para Rem, sentado banco do parque. Rem agarra lentamente sua mão, mas Subaru repentinamente a puxa. A menina faz um sonoro [Wa!] enquanto ele habilmente a pega em seus braços. Ele a abraça junto com Spica e saboreia o seu calor.

''Tudo bem, vamos voltar. Para a nossa casa.''

''Sim querida.''

Segurando as compras em uma das mãos, ele agarra a mão de Rem com a outra. Andando a pé meio passo para trás de Subaru, Rem acaricia ele enquanto andam.

''Ei, meu filho congelado por uma eternidade no inverno do país das maravilhas. Observar sua brincadeira de estátua é entediante. Então estamos indo para casa. Fique na casa de um amigo pelo resto da noite.''

''Então vocês estão me chutando sem rodeios de casa essa noite!? Além disso, que tipo de pais vêm a um parque em plena luz do dia apenas para se beijarem!?''

''Há, você está apenas com inveja. Desculpe, Rigel. Rem é só minha esta noite.''

''TÃO IRRITANTE!!''

Enquanto Subaru ri orgulhoso com a cabeça erguida, Rigel grita de volta com uma face demoníaca. Mas, vendo seu pai só parecer ainda mais entretido, Rigel suspira e balança a cabeça.

''Acalme-se, acalme-me. Não se irrite com seu velho!!''
''Tudo bem, eu me acalmei. Então, o que você estava falando com a mamãe?''

''Ah! Nós estávamos falando sobre como o seu nome vem de uma estrela e outras coisas parecidas. Você sabe que a nossa primeira ideia era nomear seu "Vega".''

''Isso soa bem forte! Por que não o fez?''

''Bem, soa forte certo? Como se você fosse crescer para ser realmente forte, e, em seguida, você seria forte demais para eu lidar em sua fase rebelde, então eu decidi contra esse nome. Mesmo que você eventualmente me supere em força, o pai dentro de mim decidiu que não queria perder a seu filho tão cedo.''

''Você pensou em tudo isso para um bebê que tinha apenas alguns dias de idade !?''

Rigel se move rapidamente depois de ouvir as brincadeiras casual de Subaru. Então,

''Heeey Rigel! Você se moveu! Está quebrando as regras do jogo de estátua!''

''Ah!''

Apesar de ignorá-lo completamente, enquanto ele estava congelado, as outras crianças rapidamente apontaram o seu erro no segundo que ele se moveu. Rigel ficou em choque. Subaru dá um tapinha nas costas dele e diz:

''Aqueles que quebram as regras do jogo de estátua sofrem uma grande penalidade. Seus amigos vão te fazer cócegas até que você não possa nem mais chorar. Boa sorte.''

''O que diabos você está dizendo com um rosto tão sério .... Ei, o que vocês caras! Espere, parem por um segundo! Não precisam ouvir tudo o que esse cara diz! Espere, UWAAAAAAAA !!''

Hordas de crianças pulam sobre Rigel e perseguem-no. Rigel tenta escapar. Mas eles finalmente conseguem encurralá-lo. Lá, eles agarraram seus braços e empurram-no para o chão. Sem chance de resistir, incontáveis dedos começam cócegas.

''Adeus filhote. Você foi um bom filho. Foi seu pai que era o cara mau...''

''Rigel, sua mãe e pai têm algum negócio importante para atender, por isso, fique na casa de um amigo esta noite. Além disso, o uso de seus chifres é proibido. E não deixe que suas roupas rasguem.''

''Eu... Vou me lembrar disso, pais sem coração!!!''

Com uma montanha de dedos a fazer-lhe cócegas, o riso forçado de Rigel pode ser ouvido, mesmo à distância. Vendo seu irmão mais velho em tal estado, Spica levanta sua voz em emoção e prazer. Bem, bem, parece que ela tem um gosto promissor, pensou Subaru. A posição dela na família será muito mais interessante.

Para seu filho, eles encontraram uma forma um pouco incomum de expressar seu amor naquele dia. Subaru segura a mão de Rem enquanto andavam. Para o lugar precioso onde sua família vive, o lugar cheio de paz e felicidade que eles chamam de casa.

''Subaru­-kun.''

''Hm?''

Sentindo-se um puxão no braço, Subaru para e se vira em direção a Rem. Naquele momento, uma forte rajada de vento sopra sobre eles. Subaru tapa seus olhos involuntariamente, para abri-los novamente depois de os ventos houvesse cessado

O longo cabelo azul de Rem estava sendo levado pelo vento, brilhando lindamente. Como se estivesse se misturando com os raios do sol. Há muito tempo, Rem tinha começado a deixar seu cabelo crescer. Porque ela tinha deixado eles crescerem? Subaru agora tinha uma boa ideia. E quando pensava em mulheres de cabelos compridos, a primeira a aparecer em sua mente era, naturalmente, a que ele mais amava no mundo inteiro.

Com seu cabelo azul silenciosamente flutuando atrás dela, e sua amada filha em seus braços, Rem seguia Subaru com um sorriso brilhante no rosto. Acima de tudo, foi o sorriso de Rem que mexeu com os sentimentos de amor e carinho dentro dele.

''Neste momento, Rem é a pessoa mais feliz do mundo inteiro.''

e se da rem re zero






















ONI E FELICIDADE

Cores dos diálogos: Subaru, Rem, Rigel, Outros.

- N-não pode ser... será verdade...!?

Entre o amontado de pessoas na praça, Subaru aumenta o tom de voz. Olhos cheios de entusiasmo, ele não pôde evitar de fazer uma cena. Diante de seus olhos, uma barraca. O comerciante, de roupas amarronzadas, arregala os olhos com a reação exagerada de Subaru.
Mas Subaru, completamente fora de si, sequer nota a reação do comerciante. Com lábios tremendo de ansiedade, ele até esquece de limpar o suor de sua testa. Sem outras reações devido a tanta excitação, Subaru para em frente a tenda.

- Ei, qual o problema? Por que está parado aí feito um idiota? Se não formos para a casa logo, você vai acabar comprando alguma coisa inútil de novo.

A criança, que andava com uma cara feia, se vê obrigada a parar por Subaru. Com as mãos atrás da cabeça e um olhar penetrante, parecia óbvio de que não estava contente. Mas mesmo com um olhar “matador”, Subaru sabia que isso não significava, necessariamente, um mau humor. Afinal, o próprio Subaru, com seus olhos “afiados”, era um veterano em assustar as pessoas sem querer.

- Mas por que você está com um olhar de pena pra mim!? Ah, pera, pera, pera! Eu não quero ouvir! Eu sei que vai me deixar deprimido! Não me diga! Eu disse pra não me dizer, droga!

- Ver você todo agitado assim, eu realmente estou ansioso pelo futuro. Eu gosto muito de encher seu saco. Deve ser da sua própria natureza. Abençoado pelos Deuses por esse presente divino.

- Como se eu quisesse algo do tipo! Se os Deuses tinham tempo para me dar um presente desses, então que pelo menos me dessem algo mais útil, droga!

O garoto devolve as provocações de Subaru, e vira seus rosto para o outro lado. O garoto de cabelo curto e azul olha para o céu como se estivesse aflito. Subaru mal abaixa a sua cabeça com essa, já comum, reação exagerada. Ele volta a olhar para o comerciante, que estivera assistindo a pequena discussão dos dois, com uma cara de desentendido.

- Ei, quanto por esses?

- Hã?

Subaru abre um largo sorriso irônico ao comerciante, que obviamente fica surpreso. O olhar malvado e dentes expostos de Subaru faz o comerciante engolir seco.

Subaru limpa sua garganta e aponta para um item da barraca.

- Eu quero esses. Me dê alguns. Eu vou querer, sei lá, uns 3 sacos deles.

- S-sim! Obrigado!

- Ei! Espera só um pouco! Que porcaria é essa que você tá comprando do nada?... Se comprarmos coisas desnecessárias no caminho de casa, não vamos só estar gastando dinheiro, vamos ser punidos!

Assim que o comerciante aceita a compra de Subaru, o rosto do garoto é preenchido por uma sensação de medo. Ele timidamente puxa a borda do casaco de Subaru, praticamente o implorando para reconsiderar a compra. Subaru pega na mão dele, e se abaixa para conversar cara a cara.

- Não se preocupe, não estou usando nada do nosso dinheiro de compras. Isso sairá do meu próprio bolso. É minha dura e merecida mesada que eu fui guardando aos poucos com o tempo. Tenho certeza que você sabe o quanto sou cuidadoso em gastar esse dinheiro.

- Bom, er, é, bem... você não gasta com álcool nem cigarros, então sobra... mulheres, eu acho?

- Ei, acho que você tá confundindo um pouco as coisas. De quem será que você herdou essa personalidade horrível, em? Eu realmente gostaria de saber-

- Tenho quase certeza que é hereditário. Infelizmente.

Subaru balança a cabeça em negação com a declaração do garoto. Ao ver que o garoto mostrara o dedo do meio com sua mão esquerda, Subaru agarra o dedo e o garoto solta um grito de dor. Enquanto os dois faziam sua coisa, o comerciante começa a encher os sacos e solta uma risada de leve.

- Vocês são bem próximos, em? Pai e filho?

- Ei, ei, mesmo depois disso tudo, você realmente acha que ele é meu filho?... Cara, comerciantes devem ser tudo cegos. O que você acha, Rigel?

- Depois de olhar nossos rostos, seria difícil ele não descobrir.

Ainda com o dedo preso, Rigel briga contra a dor. Ao ouvir aquilo, Subaru admite a derrota.

- É, acho que é verdade.

Ao terminar de ensacolar, o comerciante o entrega três pequenos sacos, enquanto Subaru pega sua carteira contendo a mesada.

- Ok, quantos ienes custam?

- Não sei que diabos de “iene” você está falando, mas tudo vai dar 16 cobres.

- Hum, então três pratas devem dar. Eu não preciso do troco, pode ficar.

- Que generoso! Ficarei com ele. Obrigado”

O comerciante faz vários gestos, enquanto felizmente aceita as pratas. Ao assistir a troca e os sorrisos despreocupado dos dois, Rigel faz cara feia. Entre o apertão de Subaru e o fato de estarem dando o troco para o comerciante, era óbvio que Rigel estava desesperado.

- Não se preocupe, está tudo bem. Hoje eu consegui pegar algo muito nostálgico. Considere como um bônus por isso ter me animado. Além disso, ser mesquinho ainda vai te fazer mal algum dia.

-... Animado e nostalgia, do que é que você está falando?

Rigel, ainda descontente, pergunta curiosamente sobre a compra. Em resposta, Subaru bagunça o cabelo dele. AHHHHHHHHHH!, Rigel solta a voz bravo.

- Me lembra de um negócio de minha cidade natal.

Subaru responde, com um sorriso malicioso em seu rosto.


-... e então, vocês dois acabaram gastando quanto?

A empregada de cabelo azul suspira levemente a explicação de Subaru. No momento em que Subaru e Rigel haviam retornado, ela apareceu para dar boas-vindas. Ela aparentemente vinha da cozinha, com suas roupas levemente molhadas, como se tivesse rapidamente tentado secar suas mãos para ir recepciona-los.

Em seu tempo livre, Subaru cobriu o avental dela com alguns bordados decorativos. Ao ver as manchas molhadas, Subaru dá um risinho cheio de afeição e vergonha.

- Ih, do que é que você está rindo? Rem ainda está esperando uma boa resposta.

Sem nem perceber, o rosto de Subaru “se perde” na vista dela, mas, uma Rem de cabelos azuis estava levemente decepcionada. Parecendo pronta para lhe dar uma punição assustador, ela vira os olhos para Rigel que estava atrás de Subaru.

- Rigel, você também. Você sabe que seu pai é imprevisível assim. Se você não olhar por ele, o que Rem fará?

- Sim, por favor me perdoe... pera aí! Isso é bizarro. Mesmo se eu me acalmasse e pensasse direitinho, isso ainda é muito estranho!! Por que a criança que está sendo repreendida pelo pai descuidado? Não deveria ser o contrário?!

- Pera um pouco, Rigel. Respira fundo, e agora expiiiiira... isso, desse jeito, devagar. Repete isso umas cinco vezes e feche seus olhos. Um, dois, três... isso. Se acalmou agora? É, se acalmou. Ok, agora que você está calmo, peça desculpas a sua mãe.

- Eu meditei pra caramba até entender minhas ações e atingir meu estado ZEN, mas ainda não vejo onde estou errado nessa história!

Em vez de se acalmar, Rigel fica com a cara vermelha de raiva, e vai até seu quarto. “Rigel!”, chama Rem enquanto ele passa por ela em direção ao quarto. Ele então para no final do corredor.

- Que é?

Os pés de Rigel param. Apesar de tudo, Rigel sempre ouve o que seus pais tem a dizer. Rem, ciente disso, com seu comportamento de sempre:

- Preparei um lanchinho para você no seu quarto, coma eles depois de se lavar. E não se esqueça de dar um oi para Spica.

-... ok, obrigado pela comida.

Como parte da lição de Rem e Subaru de boas maneiras, era lei na casa Natsuki dizer “Obrigado pela comida” (Itadakimasu) antes das refeições. Não importasse o quão frustrado ou nervoso ele estivesse, Rigel sempre se lembrava dessa regra. Vendo a criança dentro dele, o casal o olha com expressões carinhosas. Mas, numa atitude de pequena revolta, Rigel ainda bate a porta. Rem volta a atenção para Subaru.

- Não acha que provocou ele demais?

- Nah, em comparação a conversa de mãe e filho, isso foi um passeio pra ele. Mesmo que ele aja assim, no fundo, ele não odeia. Aquele pirralho... ele realmente se parece comigo quando eu era criança. Eu consigo ver tudo nele.

Subaru afeiçoadamente acaricia Rem, acalmando ela, enquanto ele retira os sapatos e entra em casa. Ele pega as compras do dia (que Rigel havia jogado com certa raiva no chão, mas cuidadosamente encostado na parede para que não caísse) e caminha lado a lado com Rem para a sala de estar. Assim que ele coloca os pequenos sacos na mesa, junto com as compras, Rem espia o conteúdo.

- Isso são... feijões comuns?

- Sim, são. Pera, você pensou que quando eu disse “feijões” eu estava querendo dizer algo mais “safado” e “erótico”? Cara, minha esposa querida parece ser calma e sensata, mas na verdade ela é bem ativa e “agressiva” em?

- Rem simplesmente não hesita em dar e receber amor. Além disso, quando se trata de formas vergonhosas de afeição, Rem acha que Subaru-kun é tão culpado quanto.

- Oh? Quando que um ótimo cara, introvertido e inocente, como eu, fez algo vergonhoso?

Enquanto Subaru posa elegantemente com um grande sorriso, Rem o observa com um olhar charmoso e um pouco surpresa. Ainda com o rosto corado de vergonha, ela desvia o olhar.

- Q-quando celebramos o nosso aniversário, Subaru-kun comprou vários buquês, e no aniversário de Rem, Subaru-kun e Rigel colocaram decorações na casa inteira. E quando Spica nasceu, Subaru-kun conveceu o povo da cidade a fazer uma parada... Subaru-kun sempre dedica muito tempo para os outros.

- Eu usei minha mesada para fazer minha esposa e família felizes. Isso não é o mesmo que gastar consigo próprio? No fim de tudo, eu praticamente estou gastando minha mesada pela felicidade da minha vida, não estou?

-....!

A resposta de Subaru faz o rosto de Rem voltar a se corar com timidez e vergonha. A onda de emoções é muito grande para Rem, e ela começa a chorar de felicidade. Ao levantar o rosto, Rem rapidamente pega a manga de Subaru para enxugar seus olhos. O movimento repentino dela pega Subaru de surpresa e se desequilibra um pouco. Rem fica na ponta dos dedos, o encarando como se tentasse ficar na mesma altura.

-......

-... O que foi que deu em você?

E então, por um breve momento, eles deixam os lábios se encontrarem e as línguas se entrelaçarem em um profundo beijo. O coração de Subaru bate forte com a demonstração de amor de Rem, mas de alguma forma ele mantém a expressão calma. Após ter saboreado a língua de Subaru, com seus lábios doces e macios, Rem, com um olhar sensual no rosto, responde:

- Subaru-kun... você que é o culpado aqui. Dizendo coisas vergonhosas dessas de repente.

- Eu realmente disse algo tão vergonhoso?

- Subaru-kun não percebe o quanto suas palavras e ações afetam Rem. Subaru-kun deve ser mais cuidadoso. --- Rem não se importa se isso acontecer em casa, mas se Subaru-kun fizer algo assim com Rem fora de casa, Rem estará em problemas.

Enquanto Rem vai voltando ao normal aos poucos, a falsidade da calma de Subaru parece pronta a se desmanchar. Subaru, ansiosamente, encara sua esposa. Ele definitivamente não era o único que respirava fortemente perto dela. Enquanto a atmosfera dos dois esquentava cada vez mais...

- AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!

- EI!! Spica está chorando!! Alguém!! Alguém vem me ajudar!!

Os gritos e choros de seus amados filho e filha fazem a casa tremer. Subaru e Rem trocam olhares e automaticamente saem correndo. Sem nem uma palavra, eles se dão as mãos enquanto correm para verem sua filha que estava chorando.

- A propósito, para que serve aqueles feijões? Subaru-kun disse que era um costume antigo de sua cidade natal...

- Ah é, eu não te contei?

Com Rem em volta de seu braço e seu peso levemente pressionado contra ele, Subaru responde casualmente com uma leve risada.

- Então, na minha cidade natal, havia uma tradição onde nós jogávamos feijões em demônios malvados para nos livrarmos deles.

Naquele momento, o sorriso iluminado que Rem havia mostrado a Subaru, pareceu ter se congelado em surpresa.


- Não, não! Você entendeu errado! Completamente errado! Não era essa minha intenção, eu juro!

- Ele é horrível não é, Spica? Seu pai, acho que seu pai não gosta mais de sua mãe. Caso contrário, por que ele compraria feijões para se livrar de demônios... Deve ser um jeito dele de dizer algo para Rem. Para Subaru-kun, Rem é apenas... Rem é apenas...

- Isso não é verdade! Se alguém me perguntasse para escolher entre Rem e Rigel, eu não hesitaria nem por um segundo em escolher Rem!

- Seu pai de bosta!

O quarteto da família faz uma grande comoção, cada um perseguindo um em círculos pelo quarto. Rem segura Spica em seus braços e anda em círculos, com Subaru na sua cola se desculpando sem parar, e Rigel o seguindo com a cara vermelha de raiva e gritando.

- Pera, entendi, parem um pouco! Eu admito que o que eu disse não foi lá muito legal. Ok, então se me perguntassem de novo para escolher entre Rem e Rigel, eu hesitaria um pouco, e aí SIM, eu escolheria Rem!

- Isso não é a respeito do quanto tempo você demoraria para tomar essa decisão, cacete! Não me envolva nos seus problemas de casais!

- Rigel, olha essa boca quando fala com seu pai. E se você continuar fazendo tanto barulho, Spica vai começar a chorar de novo. Fale mais baixo.

- Eu não quero ouvir isso da pessoa mais nervosa da casa no momento!

Rigel continua falando sem parar, até que Subaru e Rem colocam um dedo no seus lábios e fazem um som de “Shhh”. Rigel então se aquieta e se senta. Os outros dois, Subaru e Rem, continuam a se perseguirem em círculo, com um Rigel agitado e quieto no meio.

- É só uma expressão. Em minha cidade natal, eles eram, er, vamos ver... demônios eram tipo uma coleção de coisas ruins. Coisas como doenças e pobrezas eram tudo colocadas juntas e chamadas de “Oni”. Jogar o feijão era uma tradição para se livrar dessas coisas ruins, então não é como se estivéssemos fazendo “Oni” de verdade como inimigo.

- Horrível, você é horrível. Subaru-kun até mesmo disse uma vez coisas como “Eu amo Oni”, apenas para persuadir Rem... Acho que Subaru-kun esqueceu completamente os sentimentos daquela época

- Estou dizendo que isso não é verdade!

Com essa última frase, Subaru para de repente, e dá meia volta para parar com a perseguição em círculos. Rem então é surpreendida pela mudança de direção, e bate de frente no peito de Subaru. Subaru usa os dois braços para abraça-la como um urso, impedindo ela de escapar.

- Esquecer meus sentimentos por você? Isso é impossível. Rem, você é minha pessoa favorita e número um de todo o mundo. Não me diga que se esqueceu disso?

- Su-Subaru-kun...

Sentindo a paixão de Subaru, os olhos de Rem rapidamente se enchem. Já fazia nove anos que eles haviam se conhecido pela primeira vez. Naquele tempo, Rem se tornou mãe, e a fraqueza de uma jovem dentro dela foi-se embora, dando lugar uma forte mulher. E mesmo assim, quando ela cai nos braços de Subaru desse jeito, Rem não consegue evitar de voltar a ser aquela de tanto tempo atrás, quando ela ainda transbordava e ansiava pelo amor de Subaru.

Envergonhada com si mesma, Rem fecha os olhos enquanto brinca com seus lábios.

- Subaru-kun.... ah é, Rigel. Por favor, carrega um pouco a Spica para a sua mãe.

- Er, hum, tá, ok.

- .... Subaru-kun.

Entre Subaru e Rem, Spica estava praticamente numa situação claustrofóbica. Agora com ambas as mãos livres, Rem as dirige para o peito de Subaru e encosta suas bochechas macias contra ele.

- Para Subaru-kun, Rem ainda é a número um de Subaru-kun?

- Isso por acaso é uma pergunta? Eu não estaria nem exagerando se eu dissesse que metade da minha existência foi meu amor por Rem, e a outra metade minha devoção pela Rem.

- Subaru-kun... está sempre dizendo coisas bestas...

Se abraçando, Subaru e Rem trocam seus mais profundos sentimentos. Ao presenciar essa cena de seus pais se reconciliando, Rigel tampa os ouvidos de Spica.

- MAS QUE FALSOOOOOOOOO!!

Gritou Rigel com toda as forças de seu corpo.


- Hum, essa tradição de jogar feijões... Rem nunca ouviu falar disso.

- Bem, acho que aqui isso deva ser normal. Para ser sincero, eu sequer consigo traçar uma comparação entre o calendário de minha cidade natal com esse, então não tenho certeza de quando seria aqui...

Para celebrar propriamente o festival, eles teriam que esperar até o dia 3 de fevereiro. Mas, ainda que esse mundo tenha as mesmos 4 estações, e o ano possui os mesmos 365 dias, os nomes dos meses são tão diferentes, que mesmo após nove anos, Subaru ainda não consegue descobrir qual deles seria Fevereiro. Tudo que ele sabia é que desde que estivesse um pouco frio, teria que ser algo entre Janeiro e Março.

- De qualquer formar, vamos começar o Festival de Arremesso de Feijões. Ah, mas em vez de jogarmos em “Oni” de verdade, vamos atrás de coisas ruins que são colocadas como “Oni”. Vamos fazer isso pelo futuro feliz de nossa família!

- Bem, Subaru-kun diz isso, mas três dos quatro de nossa família são “Oni” de verdade...

Com um pequeno sorriso em seu rosto, Rem faz sair um único chifre branco de sua testa. Assim como Rem disse, Rigel e Spica são, de fato, metade Oni. Por terem herdado sangue Oni, os chifres também aparecem em suas testas. Rigel pode, conscientemente, fazê-lo aparecer, enquanto o pequeno chifre de Spica aparece de vez em quando, geralmente quando está chorando.
Enquanto os quatro se sentam em um círculo, Subaru sente uma falta de entusiasmo dos demais. Com isso, ele tenta animá-los.

- TEI-!

- Ahn!

Subaru estica sua mão até o chifre de Rem, passando gentilmente os dedos nele. Por mais que a estrutura do chifre fosse bem rígida, a superfície era surpreendentemente macia e suave ao toque. E acima de tudo, aparentemente, o chifre é um ponto sensível. Enquanto Subaru brinca com o chifre de Rem.

- Ahn, humm.... pe-, pera, Subaru-kun... as crianças, elas ainda, elas ainda estão aqui... ahn...

- Você seria mais convincente se não estivesse toda colada comigo...

Enquanto Rem toda apaixonada se aproxima de Subaru, ela sente mais os resquícios de um animal afeiçoado do que de uma dona de casa sensual. Subaru coloca Rem em seu colo enquanto continua acariciando seu chifre. Ele se vira a Rigel.

- Ei, Rigel. O que você acha?

- Além do “Vocês, normais, deveriam se explodir!”? Bem, eu não sei... mas pai, eu não entendo o porquê de você querer tanto fazer isso.

Rigel encara Subaru enquanto ele conforta Spica em seus braços. Para a raiva de seu filho, Subaru solta um “Hehe”.

- O motivo é bem simples, na verdade. Esse é o único feriado de “Oni” que eu consigo me lembrar. E também, eu não disse nada antes, mas há algo a mais nesse festival. Enquanto nos livramos de más coisas que chamamos “Oni”, também atraímos felicidade para o nosso lar. Basicamente, é um tipo de ritual onde nos livramos das coisas ruins enquanto rezamos por um futuro feliz e seguro.

A essa altura, Rem já parecia se enrolar num formato de bola no colo de Subaru. Enquanto ele gentilmente acariciava suas costas, Subaru aponta seus dedo para cima.

- Para Natsuki Subaru, família é a coisa mais importante do mundo. E o fato de termos laços com Oni não é algo que eu posso ou queira ignorar... Além disso, não é como se Onis tivessem sempre que ser odiados.

- O que isso significa?

- Tecnicamente, o certo seria dizer “Fora Oni e bem vindo sorte! Enquanto arremessamos feijões. Mas ultimamente, tem sido popular trazer ambos, Oni e boa sorte para dentro de casa.

- Trazer coisas boas e ruins ao mesmo tempo, o que aconteceu com tudo aquilo que você disse antes?

- O jeito de pensar deve ter mudado. E não acho que isso seja uma coisa ruim.

Subaru explica enquanto seus dedos gentilmente traçam o cabelo de Rem. As costas de Rem dão um pequeno espasmo pela sensação de arrepio, fazendo com que Subaru abra um sorriso.

- Caça-los apenas por eles serem Oni não é muito justificável. Até porque, é possível fazer amizades com um Oni. E então coisas eróticas com um Oni, e então se casar com um Oni, e então construir uma família linda com um Oni. Acho que tudo isso é possível.

- .....

- Se o mundo mudasse o pensamento dessa forma, acho que seria ótimo. Sempre gostei de Oni, e agora minha esposa é um Oni, então estou no paraíso! Talvez as pessoas tenham começado a aceitar o bom com o ruim, e essa mudança na tradição reflete isso.

Assim como bom e o ruim se equilibram no dia a dia, talvez o jeito que as pessoas sentem sobre Oni tenha mudado. Alguns até declaram Oni como personagens “moe”. Tendo experimentado o que é um Oni, Subaru sabe melhor que todos. Na sua cabeça, não há qualquer traço de dúvida. Sua esposa é a mais fofa.

- Que venha Oni! E boa sorte também!

- Como é?

- Quero que venha Oni, e boa sorte também! Vamos trazer os dois! Para mim, Oni e boa sorte são ambos sinais de felicidade. Vou ser um pouco ganancioso e pedir os dois... que tal?

Ao ver Subaru falar isso de forma tão casual, Rigel abre a boca para dizer algo, mas a fecha por não encontrar nada para dizer. Enquanto Subaru ri de seu filho sem palavras, uma Rem sorridente ainda descansa em seu colo e solta uma risada leve.

- Esse jeito único de pensar de Subaru-kun... Rem ama isso. Vamos fazer! O Festival de Arremesso de Feijões!

- Ah, finalmente você está dentro. Talvez depois disso, possamos compartilhar o festival com todo mundo.

Rem concorda com a cabeça enquanto se levanta.

- Você sabe, quando eu estava mostrando as crianças como brincar de pega pega, e acabou se espalhando? Kararagi parece íntimo e familiar para mim... Sempre tenho a sensação de que é como minha cidade natal.

- Subaru-kun diz isso de vez em quando. Essa sensação é forte?

- Eu disse algumas vezes sem pensar muito nisso. Mas o povo daqui também elegem seus líderes por voto popular, ou algo do tipo. E sempre há feriados como Dia da Mentira e Natal.

- Ter vários eventos e feriados mantém as coisas animadas e interessantes... Rem acha.

- Com certeza isso é uma parte, mas eu sinto como se fosse algo maior do que isso... bem, não importa muito agora.

Kararagi era definitivamente um lugar maravilhoso de se viver. Junto com Rem, já fazia nove anos que eles haviam se mudado para lá. Sem dúvida, sem o amor e apoio de seus habitantes, Subaru e Rem jamais conseguiriam ter tudo isso. Mesmo hoje, eles ainda tem certa dificuldade com o dialeto Kararagi, herança do dialeto Kansai.

- Ei, eu peguei os feijões. Se vamos fazer isso, vamos fazer logo.

- Ahá, finalmente cedeu né, filho? Mesmo sendo todo negativo no começo, lá no fundo eu sabia que você estava animadão. Rigel é tão criançããão,

- Ainda sou melhor do que um pai idiota que só serve pra preocupar a esposa e os filhos!

Rigel joga o saco nas mão de Subaru e Rem e guarda um para si. Enquanto se olham, os dois Oni viram a atenção para Subaru como se esperando um próximo passo. Acenando com a cabeça, ele coloca a mão no saco e tira de lá um único feijão.

- É simples, apenas digam “Foram com o Oni! Que venha a boa sorte!”. Bem, só que dessa vez, também queremos que venham Oni.

- Hum... então esses feijões... Rem deve arremessa-los em um Oni?

- Hum... mãe? Esse olhar violento que você está dando ao seu filho está deixando-o com medo!

- Bem, tecnicamente sim. Mas não faça de forma muito séria, ok? Seja gentil.

Após arrumarem tudo, o Festival de Arremesso de Feijões começa! Encarando uns aos outros, um feijão em cada mão.

- Beleza, toma essa! Que venha Oni! Que venha boa sorte!

- Hum... Q-que venha Oni! Que venha boa sorte!

- Que venh- ei, pera, Spica não chore! Eu disse pra não chorar! Ei, parem por um segun-, par-, PAREM COM OS FEIJÕES!

De lá a cá, o quarto fica repleto de feijões voando caoticamente pelo ar. Subaru fica cheio de energia e feliz. Rem, que estava envergonhada no início, rapidamente perde a vergonha e começa a rir inocentemente. Rigel, que acabou tendo a desvantagem de ter que segurar Spica, também dá o seu melhor.

- É! Que venha Oni! Que venha a boa sorte!

Com Oni de verdade como família, e um lar cheio de brilho e felicidade, é assim que a casa Natsuki celebra o Festival de Arremesso de Feijões. Com uma amada e esposa Oni ao seu lado, e seus filhos também Oni, Subaru aproveita essa nova forma de comemorar com sua preciosa família. Isso é uma bênção, pensa ele.

Feijões espalhados pelos quartos, corredor, pela casa toda. Apenas pensar em toda a limpeza seria o suficiente pra deixa qualquer um emburrado. Mas ninguém sequer parou pra pensar nisso, todos estavam aproveitando esse momento caótico.

Eles riem, riem, e riem ainda mais enquanto os feijões voam pelo lugar. Pelo prazer de estarem juntos, com seus amados Oni, e pela felicidade duradoura, eles arremessam feijões.

- Subaru-kun.

Antes que ele pudesse perceber, o rosto de Rem estava colado em Subaru. Enquanto Subaru estende os braços em direção a ela, Rem se aproxima com um sorriso iluminante e um rosto corado.

- Hoje e todos os dias daqui pra frente, Subaru-kun, poderia sempre abraçar Rem e nossa boa sorte?

Ao dizer isso, Rem vai em direção a seus braços. Subaru a abraça e responde:

- ... Eu já te disse, não? Construir um futuro juntos, de mãos dadas com uma Oni, foi sempre, sempre, um sonho meu.

Com a felicidade desse momento, e a promessa de um amanhã ainda mais feliz, Subaru sussurra sua resposta com uma paixão sem limites.


- ... Droga, ele sempre faz o que quer.

- Adaaa...

- O que foi? Tá com fome? Mas você não pode comer esses. Papai disse que você deve comer o número de feijões da sua idade. Spica ainda não fez 1 ano, e você nem tem dentes para comer de qualquer jeito. Eu vou comer eles no seu lugar.

- Udaaa...

- Não fique assim... sabe, quando você faz essa cara, você parece a mamãe quando ela fica de mau humor com o papai. Droga, assim que Spica começar a andar, não quero nem ver como eles vão me tratar.

- Au, baaa...?

- Voltar lá pra dentro? Não fala besteira, não podemos voltar lá agora. Todo esse negócio de arremesso de feijões, Festival, e depois de tentar bancar o legal pra cima da mamãe, eles COM CERTEZA ainda estão de paquera por lá. “Fora com o Oni!” o cacete. Aposto que ele só me queria do lado de fora pra que ele pudesse ficar namorando.

- Aau! Aaah, adaaa...!

- Como é, você também tá defendendo ele!? Primeiro a mamãe, agora Spica também? Por caso o papai emite algum tipo de feromônio de Oni ou algo do tipo!? Não acredito nessa merda.

- Aah...? Ada, adauuuuu... uuu...

- Hã? Por que está apertando minha bochecha como se estivesse querendo me confortar? Não, você entendeu tudo errado, não é como se eu gostasse do papai ou nada do tipo. Mesmo dentre os Oni, e até mesmo fora dos Oni, eu ainda não me encaixo em nenhum deles. Não me surpreenderia se todos os Oni do mundo se apaixonassem por ele. Eu ainda seria um membro da facção anti-papai.

- Aahh.... buaaa....

- Argh, droga! Dane-se! Vamos embora Spica. Acho que se dermos uma caminhada pela vizinhança, até mesmo aqueles dois vão ter terminado de namorar. E estou dizendo isso agora, mas não é como se eu estivesse fazendo isso para dar um tempinho para os dois.... EU TE DISSE QUE NÃO É ISSO!

- Aadaa! Aadaa!!

- Ah, droga.




- ... O tempo está bem bonito hoje.



Pessoal, o penúltimo capítulo eu coloquei como PDF ok? Pro post não ficar gigantesco, então você ativa ai a tela cheia e leem de boinha.




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