Tóquio decide banir indústria do trabalho de garotas do ensino médio

Tóquio decide banir indústria do trabalho de garotas do ensino médio

A cidade de Tóquio se tornou a primeira cidade no Japão a lidar especificamente com garotas do ensino médio e a forma como os consumidores recebem esses serviços da indústria


JK é a abreviação de "joshikousei", que significa "estudante (garota) do ensino médio". Após a cultura pop de garotas escolares ter se popularizado rapidamente nos anos 90, o JK se tornou uma sigla comum em manchetes da mídia japonesa. Recentemente, o termo tem sido colocado juntamente com a temática de negócios, formando "JK Business", que se refere a indústria que oferece serviços próximos e personalizados de atendimento a um cliente (homem) por garotas do ensino médio.

Tóquio decide banir indústria do trabalho de garotas do ensino médio

"Serviços próximos e personalizados" pode parecer um eufemismo para algo sexual, mas na verdade o "JK Business" em tese não oferece esse tipo de serviços, ao menos não oficialmente. Em vez disso, trata-se de um cliente pagar para ter uma garota sentada e conversando com ele individualmente, em algo semi-privado, como dar uma volta pela cidade ou lhe dar uma massagem. No entanto, críticas sobre esses tipos de serviços "íntimos" fornecidos pela "JK Business", que muitas vezes são prestados de uma maneira que facilita um acordo "por fora", tem o potencial de ser um ponto de partida para a prostituição e outros atos ilícitos em troca de uma taxa extra.

A indústria possui até mesmo um nome para esse tipo de cenário: ura opu ou ura opushon, que significa "opções secretas". Preocupações sobre usa opu levaram a cidade de Tóquio a aprovar um decreto municipal que proibirá menores de 18 anos de trabalharem na indústria "JK Business", que acabaria com o uso de garotas do ensino médio de fato nesse tipo de serviço. A legislação é a primeira no Japão a ter como alvo especificamente essa indústria.

Tóquio decide banir indústria do trabalho de garotas do ensino médio

Esse novo decreto de Tóquio classifica um serviço como "JK Business" se seguir esses três critérios:

- Oferecer serviços no qual o trabalhador entre em contato com clientes exclusivamente do sexo oposto.
- Expor explicitamente de que os serviços estão sendo realizados por um menor de idade.
- Apresentar o risco de criar um interesse sexual do cliente pelo menor de idade.

Vale lembrar que essa nova lei não será aplicável a nenhum outro serviço de massagem, bares e outros negócios que envolvam mulheres com mais de 18 anos que se vistam ou ajam como estudantes do ensino médio. Também não fica bem claro em como exatamente as autoridades traçarão uma linha no que define um "JK Business". Um exemplo que ficaria em cima do muro seria os Maid Cafes, onde as funcionárias se vestem como empregadas e se sentam com os clientes, mas em um lugar mais aberto e não privado. Já para as organizações que utilizavam exclusivamente garotas do ensino médio de verdade, é questão de tempo até que eles terminem ou tenham que mudar suas estratégias de negócio, pois a lei entra em vigor no dia 1 de Julho.

Na minha humilde opinião, já estava na hora de combaterem de alguma forma essa indústria que esconde um certo teor de pedofilia por debaixo de panos quentes.

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