Bomba que exploda roupas das mulheres preocupa professor japonês

Bomba que exploda roupas das mulheres preocupa professor japonês



Uma situação horrível de guerra que pode promover emendas constitucionais no Japão... também abre espaço para uma imaginação fértil digna de um anime ecchi ou video game


Militar das Forças de Autodefesa

Nos últimos anos, membros da esfera política do Japão tem se dividido na questão de alterar o Artigo 9 da Constituição do Japão, também conhecida como Constituição Pacifista. Esse artigo define o papel das Forças de Autodefesa do Japão. De um lado estão aqueles que acreditam que essas leis mantiveram o Japão longe dos conflitos armados pós horrores vividos na Segunda Guerra Mundial, e do outro estão aqueles que acreditam que essas leis não são mais viáveis diante da possibilidade de terrorismo e das ameaças militares crescentes na região da Coreia do Norte e China.

Shigeaki Iijima, um professor de lei constitucional e estudos de paz na Universidade Nagoya Gakuin parece ter uma visão um pouco estranha sobre isso. Em conversa com repórteres de um portal de notícias e revista para mulheres, Shukan Josei Prime, Iijima deu algumas especulações das possíveis consequências caso as Forças de Autodefesa do Japão aumentem suas atividades.

Mas a parte mais "peculiar" de sua visão é quanto ao papel das mulheres que atuam nas Forças de Autodefesa do Japão. Em abril, a Ministra da Defesa, Tonomi Inada, comentou sobre a possibilidade das mulheres nessa posição serem colocadas em papéis de combate na infantaria e unidades de tanque, posições que jamais foram atribuídas no passado. E o que o nosso professor comentou sobre essa possibilidade?

Bomba que exploda roupas das mulheres preocupa professor japonês

"Em um combate de verdade, se elas estiverem sendo atacadas por mísseis de artilharia ou bombas, há uma possibilidade que suas roupas explodam. Em outras palavras, elas ficariam peladas. E se mulheres das Forças de Autodefesa fossem levadas como prisioneiras de guerra, acho que vocês podem imaginar o que fariam com elas."

Iijima pode até ter um ponto sobre as prisioneiras de guerra estarem em perigo de abuso sexual por conta de seus inimigos. Por outro lado, sua descrição das soldadas e a forma como ele fala da destruição de roupas usando a palavra "peladas" em vez de "feridas", ou algo do tipo, nos faz duvidar um pouco de sua lógica. Seu vocabulário fez as pessoas imaginarem mais garotas uniformizadas de uma forma sensual e erótica ao terem partes do vestuário "arrancado", do que uma imagem realista de morte, destruição e carnificina que uma bomba causaria.

Art of Fighting

Veja reações de alguns japoneses:

"Eu nunca ouvi falar de uma batalha onde somente as roupas dos combatentes, convenientemente, fossem explodidas."
"Eu vi algo parecido com isso em Dragon Ball."
"Por acaso isso deveria ser um enredo de um doujinshi erótico?"
"Então existe uma 'Bomba pelada?'?"
"Isso vai além da estupidez."
"Esse cara joga muitos jogos eróticos e assiste anime demais."

Quanto a esse último comentário, alguns usuários começaram a especular qual anime ou jogo pode ter sido a inspiração para esse comentário do professor. Candidatos como Art of Fighting e Senran Kagura, que mostram as roupas dos personagens sendo "destruídas" após serem finalizados com um ataque final poderoso, foram mencionados.

Art of Fighting

A pergunta que fica é se Iijima também imagina os campos de batalhas lotados de soldados sem camisas e musculosos, igual a um filme de ação americano da década de 80. Alguns "defenderam" o professor dizendo que ele apenas exagerou nos cenários negativos para defender seu argumento de não alterar o Artigo 9.

E que exagerada!

0 comentários:

Postar um comentário