Japão se organiza e manda NEETs e hikikomoris para trabalharem

Japão se organiza e manda NEETs e hikikomoris para trabalharem









Hokkaido e Osaka se únem para enviar NEETs em setores agricolas e contribuírem na capacidade produtiva.

NEETs (Not in education, employment, or training) que são pessoas que não estão estudando, trabalhando ou em treinamento, são vistos no Japão como indivíduos que se recusam a contribuir com a sociedade e são um fardo para as famílias. Apesar dessa introversão e reclusão poderem ser atribuídas a mal criação da família, o mais importante disso tudo é dar pequenos passos em direção a acabar com esse tipo de situação.

O Ministério da Saúde, Emprego e Bem-Estar de Hokkaido deu esse primeiro passo, alocando 1.649.000 ienes (aproximadamente 15 mil dólares) em um projeto que tem como objetivo resolver a baixa mão de obra na agricultura, silvicultura e na indústria da pesca. 

Japão se organiza e manda NEETs e hikikomoris para trabalharem
De acordo com os dados de março, a proporção de oportunidades de emprego era de 2,21 vagas para uma pessoa. (Que inveja, em?)

Com isso, a ideia é justamente levar pessoas de áreas urbanas que estão em situações de NEET e hikikomoris para as áreas rurais onde poderão desenvolver suas próprias independências sociais e financeiras. Como o projeto ainda está em fase experimental, apenas aqueles com profunda reclusão social serão aceitos em dois locais de Osaka.

Um desses locais fica na região sudoeste de Izumisano, onde os NEETs irão receber treinamentos da Osaka Young Work Support para depois serem enviados a Hirosaki, na província de Aomori, para colher maçãs por alguns dias.

Japão se organiza e manda NEETs e hikikomoris para trabalharem
As melhores maçãs do Japão são dessa região, então qualquer ajuda é bem vinda!

A outra região que fica em Toyonaka também aceitará os NEETs a partir de 2019, para ajudar no cultivo agrícola, gado, leiteiro e etc.

Se isso se provar um projeto de sucesso, poderá auxiliar e diminuir os problemas de pouca mão de obra que as indústrias agrícolas estão sofrendo no país na última década.

E quem sabe, após passarem por essa experiência, esses NEETs criem um propósito e abandonem esse estilo de vida. É uma situação boa para ambos os lados.


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